quinta-feira, 21 de outubro de 2010
Humanização de Parto e nascimento será discutido em Brasília
Brasília sediará a III Conferência Internacional sobre Humanização de Parto e Nascimento entre os dias 26 a 30 de novembro de 2010. Organizado pela Rede Nacional pela Humanização do Parto e Nascimento (ReHuNa), em parceria com o Ministério da Saúde, Governo do Distrito Federal, Universidade de Brasília, Ongs relacionadas com o tema, entre outras instituições nacionais e internacionais, o evento pretende reunir cerca de três mil pessoas entre agentes de saúde, assistentes sociais, cientistas sociais, doulas, educadoras perinatais, enfermeiras, gestantes, gestoras(es), neonatologistas, obstetras, obstetrizes, organizações de mulheres, parteiras, psicólogas(os), e outras(os) profissionais de saúde e da mídia.
A Conferência discutirá, entre outras coisas, a redução da morbimortalidade materna e perinatal; a redução dos índices de cesarianas desnecessárias; a garantia dos direitos sexuais e reprodutivos; a humanização da assistência ao pré-natal, parto, pós-parto. Além disso ainda visa facilitar o intercâmbio de saberes entre pesquisadoras(es), universidades, centros de pesquisa, órgãos públicos, maternidades, casas de parto e profissionais autônomos; discutir sobre o papel da mídia e de formadores de opinião e, ainda, organizar as demandas para novas políticas públicas de apoio à humanização do parto e nascimento.
Paralela a Conferência acontecerá também o 8º Encontro Nacional e o 2º Internacional de Doulas e o 1º Encontro da Rede Latina Americana e Caribe pela humanização de parto e nascimento (Relacahupan), além de eventos, cursos e oficinas pré-conferência. Mais informações sobre a Conferência e inscrição para o encontro e para as oficinas podem ser feitas pelo site: http://www.conferenciarehuna2010.com.br
Serviço:
O quê: III Conferência Internacional sobre Humanização de Parto e nascimento
Quando: de 27/11 a 1/12 de 2010
Onde: Centro de Convenções Ulysses Guimarães, SDC Setor de Divulgação Cultural Eixo Monumental, Brasília / DF – 70.070-350
Informações: 55 61 33499884
terça-feira, 19 de outubro de 2010
Encontro 23-10-10 - PLANO DE PARTO
Neste sábado, 23/10/10, conversaremos sobre PLANO DE PARTO, focando a importância de sua elaboração para a grávida manisfestar quais são seus desejos em relação à assistência ao parto e para conhecer melhor os procedimentos e limites de seu obstetra.
*Relembrando*
Quando:23 de outubro de 2010 - sábado, de 08h às 11h.
Tema: Plano de Parto
Onde: Escola Micael Waldorf - Rua Airton Borges Martins, 233 - Água Fria
(Mais ou menos por trás do falido Hiper Mercantil São José da Av. Washington Soares).
Cidade: Fortaleza-Ce
Confirme sua participação através dos telefones: 87244772(Kelly) ou 99840694 (Semírames), pelo e-mail ishtarfortaleza@gmail.com, pelo nosso blog www.ishtarfortaleza.blogspot.com ou ainda pelo Orkut => http://www.orkut.com.br/Profile.aspx?uid=1760286442958760774!
E fiquem à vontade para repassar este convite e divulgar o encontro para seus contatos!
NASCIMENTOS:
*06-10-10 Nasceu a Sophia da Reiza e do Rafael
OBS. CONTAMOS COM A PONTUALIDADE DE TODOS!
AVISOS!*
Agora o Ishtar conta com um grupo de discussão na internet onde podemos trocar mensagens entre as participantes dos quatro Ishtar pelo Brasil (Brasília, Pará, Paraíba, Pernambuco, Brasília, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo). Você recebeu o convite? Não? Então entre em contato e enviaremos! Caso já tenha recebido, está esperando o que para entrar e se apresentar?! Estamos sentindo sua falta!http://groups.google.com.br/group/ishtarbrasil OBS. CONTAMOS COM A PONTUALIDADE DE TODOS!
domingo, 26 de setembro de 2010
Relato de Parto da IARA
Após seis meses, Iarinha, finalmente, pariu seu relato e compartilha com a gente:
Apesar da pouca idade desejamos ter Acauã e rápido ele chegou. Desde o início pensava em ter um parto normal e conversava com minha GO que me acompanhava desde os doze anos, sobre isso. Porém ela só nos dava exemplos negativos de parto normal, chegou inclusive a dizer que eu era muito novinha para ficar com tudo frouxo.
Pesquisando sobre parto humanizado encontrei Kelly, que prontamente me apresentou o Ishtar e logo começamos a freqüentar os encontros. Lembro que ao primeiro, fui de ônibus e enjoei muito. Lá conhecemos Dra.Bárbara e chegando ao 5º mês de gestação mudamos de GO. Eu sempre escutava das pessoas: Mas Iara você vai ter mesmo coragem? Mulher hoje em dia é mais fácil cesariana! Minha filha é muita dor e sofrimento! Apesar disso, e de muitas outras justificativas que tínhamos que dá a cada instante, sempre tive o amparo de Tárcio, meu companheiro pai de Acauã, de minha mãe e do Ishtar onde eu recarregava minhas energias. Tive também uma gestação muito ativa. Trabalho, estudo e também fiz aulas de hidroginástica até entrar em trabalho de parto.
Comecei a sentir umas dores bem leves na quarta-feira, dia 3 de março a noite, fazendo hidroginástica. Na quinta-feira durante o dia essas dorzinhas, como se fossem cólicas e uma indisposição, aumentaram. A tarde na casa de uma amiga as contrações começaram a ficar regulares de 20 em 20 minutos, porém a noite quando já havia chegado em casa elas voltaram a ficar irregulares. Não dormi de quinta para sexta-feira sentido contrações. Nem Tárcio que as cronometrava. Elas aliviavam quando eu caminhava e aconteciam de 3 em 3 minutos, de 30 em 30 minutos, de 15 em 15, muito irregulares. Na sexta pela manhã já tinha uma consulta marcada com Dra. Bárbara, afinal Acauã já estava na 41ª semana de gestação. Lá após o tão temido exame de toque, que não senti absolutamente nada, ela me informou que eu estava com 2cm de dilatação e pediu pra que eu tentasse descansar. Pediu para que eu tomasse umas gotinhas de buscopan e fosse dormir. Porém não consegui fazer isso, as contrações estavam meio fortes, apesar de espaçadas. Continuei tomando chá de pimenta que já vinha tomando como indutor natural. Dormi melhor de sexta para sábado, porém cedinho quando fui ao banheiro percebi que havia saído o tampão. Como se fosse um pedaço de carne grande. Tárcio ligou para Dra. Bárbara que pediu para ele me dá um chá de camomila e colocar meus pés na água morna. Eu estava muito ansiosa, as pessoas ligavam perguntando se já tinha parido, minha mãe estava fazendo faxina em casa, então não fiz nada disso. Fui para á zona rural Pacajús, cidade que fica a uns 40 minutos de Fortaleza. Lá brinquei com umas crianças e conversei bastante com uma senhora que havia parido seus oito filho em casa e praticamente sozinha.
Voltando de Pacajús ao final da manhã as contrações voltaram a ficaram regulares de 20 em 20 minutos. Quando chegamos em Fortaleza já estavam de 10 em 10 minutos. Tomei banho e quando estava almoçando Tárcio percebeu que estava de 5 em 5 minutos. Ligou para Dra. Bárbara e ela disse que quando tivesse de 3 em 3 minutos, ligasse para ela e fosse para o hospital. Assim que ele desligou o telefone ficou de 3 em 3 minutos. Ligamos para Kelly(doula/gratos por ela ter cruzado nossas vidas), depois para Bárbara e fomos para o hospital. Um sol muito quente, eram por volta de 14:30h, as dores mais fortes, o carro balançando e para completar Tárcio ainda pegou uma rua errada...rsrssrs. Assim que entro no hospital, vejo Dra. Bárbara bem tranqüila e sentada. Subimos para o apartamento enquanto minha mãe ficou vendo a parte burocrática e Tárcio foi estacionar o carro. Botei a bata, por opção, com abertura para frente e Dra. Bárbara fez mais uma vez o toque, estava com 8cm, fiquei muito contente, estava chegando a hora de beijar meu pequeno, afinal todos o beijavam, menos eu..rsrs. Kelly chegou e logo ajeitaram o apartamento. Tárcio ligou um som com um cd que havíamos passado a gestação ouvindo. E aí pronto, foi só esperar a tão sonhada hora de ver nosso passarinho. Um energia positiva nos envolvia. Olhava para Kelly ela estava sorrindo lindamente, bem como Dra.Bárbara. Àquilo me confortava tanto!
sábado, 25 de setembro de 2010
Fabiana PARIU em casa!
O parto aconteceu após 2 dias de pródromos e aproximadamente 8 horas de trabalho de parto ativo, na banquetinha e o melhor de tudo: com direito a PERÍNEO ÍNTEGRO!
Confiram o lindo relato escrito pela Cláudia (também publicado no blog dela: http://buenaleche-buenaleche.blogspot.com/2010/09/foi-por-sorte-ou-merecimento.html)
Tami e eu sempre brincamos sobre o sentido das coisas serem por sorte ou merecimento e quase sempre a conclusão é que são 50% a 50%. De alguma forma foi muita sorte para mim Fabiana Higa parir na madrugada de sexta para sábado, ter entrado em TP assim que o avião em que eu estava aterrissou no aeroporto Bento Martins, em Fortaleza. O merecimento já faz parte do sagrado, mas intuo que mereci. Havia chegado fazia pouco mais de uma hora, ainda calçando botas e uma fina blusa de manga comprida, Kelly e eu às voltas pelo centro da cidade a fim de localizar um material indispensável ao Inscrições Corporais e que me recuso a carregar: papel pardo que meça mais de 1,50cm de largura. Kelly preocupada com o horário, já vestida para dar sua aula na faculdade de Direito, quando Fabiana ligou convicta de que estava em TP e não mais em pródromos. Começamos a rir sobre a coincidência, Kelly passou o telefone para mim. Fabiana estava calma, mas certa de que era TP, contrações de cinco em cinco e sim, ela queria que eu fosse, afinal vínhamos conversando por skype nos últimos meses ocasionalmente e nas últimas semanas mais constantemente. Fabiana engravidou logo depois de 12 de dezembro, por coincidência após o workshop Gravidez, Parto & Simbiose e nos últimos dias, já inscrita para o Inscrições Corporais, nutria a idéia de que Nina esperaria o workshop para nascer só depois. Brinquei com ela que como estava “pronta” poderia fazer os exercícios mais puxados, não havia risco de parto prematuro. Nossa fantasia, aparentemente, era um encontro no workshop, mas de qualquer maneira eu pensava em visitar Fabiana caso Nina nascesse antes do dia 18. O que não imaginamos jamais foi que Nina nos reuniria para seu nascimento. Essa foi a única hipótese que não nos ocorreu.

Quando Kelly e eu conseguimos chegar à casa de Fabiana , por volta das 20,30h, Bárbara, a obstetra mais parteira de Fortaleza, já estava lá com seu rosto luminoso, seu corpo leve, ágil, de quem corre vários quilômetros por dia, assim como Socorro, amiga de Fabiana, militante e doula, estreante na prática a presenciar seu primeiro parto. Luana, filhinha de dois anos de Fabi, estava elétrica sentindo o movimento e inicialmente só aceitava a tia Socorro ou o pai, Rodrigo. Depois de algum tempo aceitou a mim também, mas esteve difícil para a pequena separar-se da mãe para dormir. Fomos revezando com Rodrigo, que era a cia favorita da mãe e da filha e que nunca, em nenhum momento, negou seu total investimento emocional a qualquer delas, mesmo não podendo virar dois.Fabiana, apesar de já estar com dilatação quase total, conseguia relaxar completamente mesmo durante as contrações sempre vocalizando com suavidade na expiração. Como ela aceitou minha presença ofereci um exercício de respiração e implantação dos pés a fim de intensificar o processo. Ela aceitou e percebeu que deu certo. Certo demais, dolorido demais. Ela voltou a respirar mais contidamente, mas não era uma contenção do tipo que trava, ela nunca deixava de vocalizar na expiração e sempre, durante todo o TP encontrou em Rodrigo amparo para soltar a pelve. Nunca espremeu-se, nunca apertou a pelve e nem elevou os ombros ou arregalou os olhos. Para regular o medo desintensificava a respiração e com isso conseguia atenuar a sensação das contrações, mas sem parar o processo, Nina estava descendo, a cada ausculta estava mais e mais baixa.

Começou a avançar a noite e o cansaço tomou conta da pequena Luana, já não servia mais divertir-se com tia Socorro e mesmo com Rodrigo estava sensível pedindo pela mãe. Fabiana tentou segurá-la entre uma contração e outra, mas isso não poderia, de qualquer maneira, continuar noite adentro.
Finalmente Fabiana decidiu chamar Aninha que a ajuda nos afazeres domésticos e nos cuidados com Luana. Rodrigo veio resolver com ela, alcançar o telefone, e fui para o lugar dele na cama com Luana; ensinou-me a colocar a mão nas costinhas dela, que isso a manteria serena. Deu certo, adormeci junto. Acordei com Aninha me olhando a dizer que estava ali para ficar com Luana.
Fabiana estava saindo da água com muito frio. Um daqueles momentos difíceis em que toda mulher quer esquecer que está em TP, que se meteu nessa encrenca. Ajudei a secá-la, trocar a roupa, as meninas trouxeram uma camiseta quente, cobrimos seu corpo com uma colcha e então estava assim um pouco mais confortável: pronto Fabiana, você tem o direito de esquecer que está em TP, curta esse calorzinho, beba essa água, vamos deixar tudo parar, o mundo parar, nem que seja por uns instantes.

Bárbara, Kelly, Socorro e eu ficamos na varanda e deixamos Rodrigo e Fabiana no sofá. Alguns minutos depois eles estavam em pé, Fabiana numa sábia posição pendurando-se nele de maneira a soltar mais a pelve. Que intuição, que conhecimento do próprio corpo! Diante da dor das contrações, ela buscava alívio soltando a pelve. Melhor impossível, mesmo quando ela desintensificava a respiração, apesar de eu ver ali um esticamento do processo, era tão nítido que atenuava a dor e então ela me olhou e disse com todas as letras que não queria aumentar a dor e nem “cavar” mais contrações. Todas rimos. O clima alegre era constante, Bárbara fazendo café, depois assaltamos a geladeira incentivadas por Fabiana. E tivemos as broncas! Fabiana não queria que a gente se divertisse demais a ponto de desconcentrá-la e vez por outra, fazia: tschshsh, mas um tschschs bem forte e ficávamos todas em silêncio. Ela não queria música, nem barulho excessivo, ela mandava na gente, em todos nós e nós corríamos para obedecer àquela pessoa extremamente doce, que gemia entregue com doçura a cada contração e que em nenhum momento perdeu a conexão com seu corpo. Nem mesmo segurando Luana entre uma contração e outra, nem mesmo quando falou com Aninha ao telefone: “venha Aninha, por favor, a Luana está precisando de você aqui agora”. Se alguma parturiente pode ser chamada de empoderada, essa palavra esquisita tão utilizada pela militância, essa mulher é Fabiana Higa.
E aí, por volta das 2h estávamos lá, depois de uma ausculta na banqueta, tudo perfeito, dilatação total, bolsa ainda íntegra, Bárbara pergunta sobre o desejo de expulsar, Fabiana diz que não tem puxos, que não vai fazer força porque não vieram os puxos. Bárbara vai esperar no sofá lá atrás discretamente, pacientemente, Socorro e eu na parede ao lado, Kelly preparando a pimenta para o chá. Fabiana estava respirando muito curto para virem as expulsivas, sugeri a ela ampliar a respiração, ela aceitou, aceitou que eu me aproximasse, fui a seus pés, coloquei-os em posição mais implantada, ela voltava a respirar mais curto, eu insistia com o máximo de doçura que me era possível, ninguém merece uma vaca dizendo como devemos respirar nos minutos finais, mas para mim estava claro que os puxos não vinham porque a respiração estava curta. Ela encarou e depois de três respiradas bem cavadas veio o primeiro puxo e pelo som que ela fez Bárbara logo percebeu e se aproximou, assim como Kelly. Continuei incentivando a respiração profunda, Bárbara mostrou algo técnico para Kelly com a luzinha (não entendi bem) Fabiana também não, perguntou o que era. Elas falaram que estava tudo bem, Bárbara sugeriu romper a bolsa, Fabiana pediu para esperar a contração passar, Kelly ofereceu o chá, ela bebeu dois goles, eu disse que o bebê estava vindo, que ela continuasse respirando, que agora faltava pouco. Fabiana falou que parecia que não ia sair, nós sorrimos, pedi que continuasse respirando fundo, sem medo; ela lembrava e respirava de novo profundamente e vinha outra expulsiva, mas não forte o bastante. E então Bárbara rompeu a bolsa e muito rapidamente veio uma contração expulsiva que emendou-se com outra e Nina começou a surgir. Fabiana pediu pano morno, pano, pano!
Kelly trouxe, Bárbara sustentou a cabecinha e o corpo veio rapidamente. E ali estavam os três emocionados. Era nossa hora de dar uma sumida para a varanda para que eles curtissem a vigorosa filhota. Um parto natural sem laceração! Hoje ela falou comigo e disse que está de mini-short e com leite a perder de vista.
Lá fora a noite morna do Nordeste, sob o suave balanço das folhas de uma imigrante chinesa chamada Nim, estava estrelada. Para quem vem de um fim de inverno no RS, esse tipo de sensação, de poder colocar os pés no chão sentindo apenas calor, nada mais do que calor, já é o paraíso.

Depois de todas aquelas emoções, daquela honraria de poder acompanhar um nascimento é até para cética crer em Deus ou pelo menos em humanos mais humanizados: Nina, muitísimo grata, existem muito mais mistérios do sagrado que coincidências na tua chegada; Fabiana, gratidão eterna a você, por sua confiança e abertura num momento tão íntimo para uma quase desconhecida. Luana, nunca esquecerei que você quando acordou após o parto para comemorar a chegada da Nina, me chamou de tia Cláudia, você foi demais naquele momento em que sentiu que o bicho estava pegando e mandou seu pai te deixar na cama e ir para a sala cuidar da mamãe, foi muito papo firme, a melhor amiga da mãe e da irmã, a primogênita assumindo seu lugar no clã. Rodrigo, você é o cara, você é o cara, você é o cara. Quantos homens nesse mundo são capazes de sensibilizar-se assim, de ter a casa invadida por um bando de mulheres, de conseguirem se sair bem sendo tão requisitados emocional e fisicamente como você?
Socorro nós fizemos uma bela dupla de doulas sobrantes, como você nos apelidou, e fomos até úteis na medida do possível. Lembra daquele momento ali acocoradas na parede? Parecia que nós é que íamos parir! Adorei os momentos de intimidade com você.
Bárbara você tem a força, tem a luz. Num primeiro momento parece que é pelos olhos, pela loirice germânica, pelo leve sotaque de estrangeira. Depois parece que é pela elegância, a suavidade, a leveza do seu corpo, mas é algo além, é arte, você é artista na profissão de obstetra. E o que era seu rosto normal, igualmente suave no dia seguinte no workshop? Fiquei tão grata por você ter ido, afinal havia passado a noite em claro e tem os filhos crescidos, já longe da fase que estudamos no Inscrições. Fortaleza que te segure e te assegure toda prosperidade que mereces.
Kelly, muito obrigada por tudo, pelo teu sorriso, as trapalhadas de perder as chaves erradas nas horas certas, as questões todas, os papos filosóficos, o seu lugar impecável de anfitriã e saiba que quanto mais você acha que vai surpreender para o mal, mais admiro você, mais você me surpreende para o bem.
Com muito amor e por partes, logo trarei as novidades do workshop. Sim, ocitocina funciona como Reativan (sic) no dia seguinte. Não deixei nem o povo lanchar!
O Ishtar Fortaleza, agradecendo a gentileza da Cláudia ter cedido o relato para publicação aqui, parabeniza a Fabiana e o Rodrigo e deseja muita saúde e muito leite para a pequena Nina!

